Julho amarelo e o combate as hepatites virais


Instituída em 2019, a campanha “julho amarelo” tem como tema principal as hepatites virais. O objetivo de sua criação é gerar vigilância, prevenção e controle dessas infecções comuns no Brasil, que nos últimos 20 anos contabilizaram um total de 673.389 casos.

E, já que o mês é voltado para as hepatites virais, vamos conhecer um pouco mais sobre elas:

Hepatite é a patologia que gera uma inflamação no fígado podendo ter muitas causas desencadeadoras, como medicamentos, uso de álcool, doenças autoimune, além das infecções virais que podem causar 5 diferentes tipos de hepatite (A,B,C,D e E). Sendo que no Brasil as mais comuns são a A, B e C.

Podem ser assintomáticas ou então, quando apresentam sintomas são inespecíficas, causando cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos e dor abdominal. Em casos mais avançados podem evoluir para icterícia (pele amarelada), colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes esbranquiçadas).


Quanto às características individuais dessas infecções, podemos citar:

Hepatite A: contaminação fecal-oral, sendo autolimitada e curando-se sozinha. É a que tem maior número de casos. Pode ser prevenida por hábitos de higiene e vacinação oferecida pelo SUS para menores de 5 anos e populações vulneráveis à infecção.

Hepatite B: transmissão parenteral e sexual. Além da possibilidade de cronificação, pode evoluir para cirrose, insuficiência hepática ou hepatocarcinoma. Como prevenção tem-se o uso de preservativos e a vacina disponível para todos pelo SUS.

Hepatite C: transmissão parenteral. Também pode se tornar crônica e aumentar os riscos de cirrose, insuficiência hepática e hepatocarcinoma. Não possui vacina.

Hepatite D: é transmitida pelo contato com sangue, mas para se estabelecer precisa que o paciente já seja contaminado pela hepatite B ou que aconteça uma coinfecção. Sendo assim, a vacina contra a hepatite B, traz proteção conjunta contra a hepatite D. Assim como as duas últimas, pode se tornar crônica.

Hepatite E: também de transmissão oral-fecal. Não possui vacina e deve ser prevenida através de saneamento básico e higiene pessoal.


O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece testes rápidos para hepatite B e C para toda a população que tiver interesse, além de disponibilizar tratamento para todos os tipos de hepatite, independentemente do grau de lesão identificada no fígado.

Caso tenha mais alguma dúvida, você pode ligar para o número 0800 882 8222 disponível para fornecer informações sobre a doença e a campanha, além de informar onde podem ser realizados testes que detectam a hepatite na rede pública.


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