Março Lilás e Março Azul Marinho - a importância da conscientização



As cores lilás e azul marinho são atribuídas ao mês de Março porque é o mês de conscientização e da prevenção ao câncer do colo uterino e do câncer colorretal.






A campanha Março Lilás acontece neste mês por ser um mês de luta dedicado às mulheres, propondo, assim, ações de saúde, com ênfase no controle do câncer do colo do útero. A campanha preconiza levar informações e incentivar a população feminina para os cuidados de prevenção contra esse tipo de câncer, além de alertar para os principais sinais e sintomas que devem direcionar as mulheres a buscarem ajuda médica. Já que a prevenção é a melhor forma de combate.

O câncer de colo do útero, também conhecido por câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV, podendo infectar também os homens, e está associado ao surgimento do câncer de pênis. Esse é um tumor de evolução lenta e acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo do útero ainda é o quarto câncer mais incidente em mulheres e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.


Fatores de risco para o câncer de colo de útero: Início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, tabagismo (doença está relacionada diretamente à quantidade de cigarros fumados) e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Em fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Os sintomas mais importantes a serem observados, nessa fase, são: Sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa; Corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.

Em estágios mais avançados, outros sintomas podem aparecer, dentre eles, vale destacar: Massa palpável no colo de útero; hemorragias; obstrução das vias urinárias e intestinais; dor lombar e abdominal; perda de apetite e de peso.


A avaliação ginecológica, a colposcopia (exame realizado pelo ginecologista para avaliar a vulva, a vagina e o colo do útero de forma bem detalhada) e o exame de Papanicolau (preventivo), quando realizados regularmente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Contudo, o diagnóstico final depende do resultado de uma biópsia. Em casos em que existem sinais de malignidade, além de identificar o tipo do vírus infectante, torna-se necessário definir o tamanho do tumor e se está localizado somente no colo uterino. Devido a importância do diagnóstico precoce, a campanha tem o intuito de alertar as mulheres sobre a necessidade de consultar o ginecologista e de fazer o exame de Papanicolau nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.







A campanha Março Azul - Marinho é uma ideia que surgiu a partir do Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino, celebrado no dia 27 de Março, para ampliar o conhecimento das pessoas sobre essa doença que está associada à má alimentação e ao sedentarismo.


O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. A principal forma de prevenção do câncer colorretal é o seu rastreamento por exames como colonoscopias, visando a detecção e retirada dos pólipos antes de se tornarem câncer. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer colorretal é o terceiro mais frequente entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de próstata e de pulmão, e o segundo mais incidente nas mulheres, perdendo somente para o câncer de mama.

Alguns estudos correlacionam dietas ricas em bebida alcoólica, carne vermelha e embutidos com uma maior incidência de câncer colorretal. O Departamento de Saúde do Reino Unido considera que pessoas que ingerem mais carne vermelha ou embutidos por dia apresentam risco aumentado de desenvolver câncer colorretal. Esses estudos, também demonstram aumento do risco de câncer colorretal em indivíduos obesos ou acima do peso, sendo essa relação maior no sexo masculino, devido ao predomínio da gordura visceral.

A manutenção do peso corporal adequado, a prática de exercícios físicos, diariamente ou na maior parte da semana, assim como uma alimentação saudável, composta por alimentos in natura e minimamente processados, tais como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes, são fundamentais para a prevenção deste tipo de câncer.

As principais alterações que devem chamar a atenção do paciente são: Presença de sangue nas evacuações, seja sangue vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco. Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal que causa diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal. Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal. Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.

Alguns desses sinais e sintomas também estão presentes em problemas como hemorroidas, verminose, úlcera gástrica e outros, e devem ser investigados para o seu diagnóstico correto e tratamento direcionado. Muitas vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que sejam investigados, principalmente se não houver alteração do quadro em alguns dias. Quando descoberto precocemente, poderá ser feita a investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, em casos de sinais e sintomas sugestivos da doença, ou o uso de exames em pessoas sem sinais ou sintomas mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. Além do diagnóstico precoce, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os países com condições de garantir a confirmação diagnóstica, referência e tratamento, realizem o rastreamento do câncer de cólon e reto em pessoas acima de 50 anos. Demonstrando, dessa forma, a importância do diagnóstico precoce no combate à doença.



Referências:


https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero

https://www.oncominas.med.br/o-que-e-marco-lilas/

http://www.oncoguia.org.br/cancer-home/cancer-colorretal/9/185/

https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=407651#:~:text=A%20ideia%2C%20que%20surgiu%20a,m%C3%A1%20alimenta%C3%A7%C3%A3o%20e%20ao%20sedentarismo.



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