Quanto tempo você passa no celular em um dia ?


Você sabia que existem certos malefícios do uso do celular para o sistema ocular?

É inegável que a utilização de aparelhos celulares é um fator intrínseco a sociedade atual. De acordo com pesquisas, evidenciou-se que 75,5% da população brasileira utiliza celulares, entretanto, 72,5% não sabe das adversidades da luz azul-violeta.

Além disso, diversos estudos desenvolvidos sobre sua relação com o sistema ocular determinaram que em circunstâncias específicas, os efeitos de ondas eletromagnéticas, em especial a luz azul-violeta do espectro visível, ocasiona evidentes malefícios à visão. A atuação da luz-violeta é o principal efetor da comorbidade em questão. A absorção desse comprimento de onda, tem como resultado em reações fotoquímicas e o desenvolvimento de espécies reativas portadoras de oxigênio, as quais detêm da capacidade de ocasionar danos consideráveis em entidades celulares, como proteínas, DNA e lipídios e também a indução da deterioração de fotorreceptores.

Devido ao fato de essa tecnologia ser consideravelmente recente, não comprovam eventuais evidências do uso indevido, sendo notadas sequelas efetivas apenas pelo uso prolongado. Embora tenha sido constatado certos desconfortos como dor, ardência e ressecamento das vistas. Referências fundamentadas atestam a degeneração e a toxicidade das células fotorreceptoras, pois são sensíveis a luz azul-violeta, tal sensibilidade pode principiar diversas doenças, como o deterioramento macular, causado pelo envelhecimento precoce das células da retina. Sob esse viés, um dos aspectos mais importantes a serem analisados é no sentido crônico. A DMRI (Doença Macular Relacionada à Idade), apesar de ser enquadrada em indivíduos acima dos 60 anos, é diagnosticada com maior regularidade em adultos que foram expostos paulatinamente à radiação ultravioleta. Assim como a utilização e a dependência dos aparelhos celulares, a prevalência de tempo excessivo causa lesões irreversíveis à visão. Dessa maneira, são necessárias intervenções que reduzam o tempo frente a tela entre os adolescentes, que até então, são mais os frequentes usuários dessa nova tecnologia.

Estudos referentes à prevalência do período de visualização de telas digitais por adolescentes brasileiros, dividem sua análise em subgrupos, entre estes, sexo, local de vivência e idade. Assim, tomando como centro tal perspectiva, infere-se que a monitorização e identificação de setores populacionais, de maior tendência ao desenvolvimento de comorbidades é essencial. Nesse contexto, o direcionamento de dados, apontou que entre os indivíduos de 10 a 19 anos, houve aumento significativo do tempo de exposição a tela de celulares, computadores e ''videogames'', todavia constatou-se redução do mesmo em relação a televisores. Nesse sentido, de modo específico, aponta-se cerca de mais de duas horas diárias de permanência em sua parcela majoritária.

Dentre os sintomas primários da moléstia, encontra-se o ressecamento ocular, em princípio devido ao fato da permanência dos olhos abertos por uma alta duração diminuir a frequência da nictação, acarretando a evaporação da líquido lacrimal de modo abrupto e instável. Diante disso, a disfunção do filme lacrimal, associa-se diretamente a manutenção da superfície córneo-conjuntival. Contudo, destacam-se sinais secundários como a dor e a ardência do órgão, sendo que a exposição aguda pode ocasionar hiperemia, lacrimejamento intenso, prurido, fotofobia, edema conjuntival e palpebral e dificuldade de adaptação ao escuro, e o desconforto ocular. Apesar dos adolescentes serem a parcela da população de maior adesão às tecnologias contemporâneas, crianças e idosos são corpos sociais cada vez mais envolvidos com este âmbito. Levando-se esta circunstância em consideração, crianças têm maior vulnerabilidade à radiação ultravioleta, devido a maior dilatação da pupila , escassez de pigmentos e a singela eficiência do cristalino frente à filtração. Nos grupos menores de 1 ano de idade 90% dos Raios Ultravioleta A e 50% dos Ultravioleta B, que alcançam a superfície ocular , atingem a retina.

Entre os de 12 e 13 anos, 60% de Ultravioleta A e 25% de Ultravioleta B. Não obstante, nos adultos acima de 25 anos, os comprimentos de onda que tangem a retina diminuem consideravelmente. Em relação aos idosos, com a idade a quantidade de células do Epitélio pigmentário da retina diminuem, singularmente no centro da mácula, do mesmo modo como a concentração de melanossomos inclusos no seu interior. Outrossim, compreende-se que a melanina executa fundamental papel na supressão de radicais livres e é responsável pela absorção da radiação luminosa.

A miopia é uma comorbidade de refração, com índices epidemiológicos crescentes . Em algumas áreas do mundo já se considera a anormalidade visual como um problema de saúde pública, devido aos seus índices demasiados em adultos, principalmente no Sudeste Asiático, em que certos dados projetam valores, em que 90 % dos adolescentes são diagnosticados com a anormalidade visual.

Sua prevalência e progressão variam entre diferentes grupos etários, sendo mais habitual em crianças e adultos jovens. Defronte, estudos científicos sugerem que as crianças são mais propensas a desenvolverem a miopia, por estarem menos expostas à luzes naturais e passarem muito tempo em ambientes com presença de computadores, televisões e telefone inteligentes.

À face destas observações, a miopia pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de outras patologias de mesma natureza, como desprendimento de retina, cataratas, glaucoma, além de poder levar a cegueira em alguns casos. Apesar de não existir um único fator gerador, pode ser ocasionada por condições genéticas ou ambientais, três coeficientes são relevantes para o seu desenvolvimento, como a relação entre o esforço visual para perto e uma inábil acomodação, predisposição hereditária e a relação entre a pressão intra-ocular e debilidade escleral, uma vez que obtém-se maior influência os dois primeiros no prelúdio da doença e o terceiro em graus mais avançados, causando o seu avanço. Constatam-se divergências, também, associadas a etnia, fatores socioeconômicos e culturais.

Redator: Guilherme Porto

Revisora: Fredericka Strickert






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