Transtornos mentais da criança e adolescente que podem apresentar risco à saúde mental

Nem sempre conseguimos perceber claramente a diferença entre um transtorno mental de um comportamento normal, principalmente entre crianças e adolescentes, já que são fases de mudanças temperamentais constantes, onde qualquer modificação biológica ou ambiental pode interferir de maneira intensa no seu modo de agir, mas quando alterações de pensamento, emoções ou comportamentais acabam afetando a capacidade com que ela reage as situações do seu dia a dia, de uma maneira frequente e negativa, pode ser um indicativo de um possível transtorno mental.

A construção de um pensamento suicida durante a fase escolar e a adolescência é bastante comum. Segundo a organização mundial da saúde (OMS), a taxa de suicídio entre adolescentes de 15 a 19 anos é frequente, tendo um aumento considerável nos últimos anos, sendo rara a tentativa em menores de 14 anos. Dentre as causas, os transtornos mentais estão presentes na maioria dos jovens.

Durante a infância e a adolescência, a verbalização de problemas e a compreensão de algumas situações são mais reduzidas se comparadas as outras faixas etárias, por isso há a necessidade de observar se a criança ou o adolescente apresenta alguns dos sintomas relacionados aos transtornos que podem trazer risco à saúde mental, principalmente aos de humor, como a depressão.

A criança depressiva é semelhante ao adulto, porém o sentimento de irritabilidade é mais presente que o da tristeza, alguns dos sintomas incluem: falta de interesse nas atividades diárias, alterações no sono e apetite, falta de energia, sentimento de inutilidade e insuficiência, dificuldade para se concentrar, sentimento de solidão, além de pensamentos suicidas.


Os transtornos depressivos nessa fase incluem:

Transtorno disruptivo da desregulação de humor

É caracterizado pela irritabilidade crônica grave e a criança pode manifestar de duas formas: por episódios frequentes de explosões de raiva, tanto verbal como comportamental, em resposta a alguma frustração, ou pelo humor persistentemente irritável ou zangado, intercalando entre as explosões, estando presente na maior parte do dia. O início do TDDH é antes dos 10 anos e como os sintomas podem mudar conforme a criança se desenvolve, o diagnóstico não deve ser feito antes dos 6 anos ou após os 18 anos de idade.


Transtorno depressivo maior

A principal característica é o humor deprimido ou irritável na maior parte do dia, todos os dias, além da perda ou ganho significativo de peso, redução ou aumento do apetite, insônia ou hiperinsônia, fadiga, agitação ou retardo psicomotor, falta de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva e pensamentos recorrentes de morte, sendo a chance de comportamentos suicidas bem maior nesse transtorno. É mais comum em adolescentes, mas os sintomas podem começar em qualquer idade.


Transtorno depressivo persistente (distimia)

Se apresenta como uma forma crônica, porém mais branda da depressão, pois a pessoa mantém sua capacidade de funcionamento preservada. Os sintomas incluem humor deprimido e irritável na maior parte do tempo, perda ou aumento de apetite, insônia, baixa energia, baixa autoestima, falta de concentração, dificuldade em tomar decisões e podem começar bem cedo, por isso muitos jovens não conseguem identificar o transtorno já que acreditam que este estado de humor depressivo possa ser natural dele, passando muitas vezes despercebido. É importante estarmos sempre atentos aos sintomas, o apoio dos pais e da escola são essenciais para essa percepção, pois a depressão na infância é uma doença complexa, que se não for tratada adequadamente pode trazer graves consequências.

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