Você sabe o que é pobreza menstrual?





No dia 28 de maio é celebrado o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, uma data que deve ser trabalhada e divulgada durante todo o ano, por meio de campanhas e divulgação nas mídias, já que a pobreza menstrual é uma realidade que atinge mulheres em contexto de pobreza e situação de vulnerabilidade, em regiões urbanas e rurais, as quais refletem a carência de educação em saúde, em nosso país, uma vez que além da necessidade por saneamento básico e produtos de higiene urge, nessas mulheres, o conhecimento a respeito do próprio corpo e da própria saúde.


Uma mulher menstrua em média 400 a 500 vezes durante a vida, entre a primeira menstruação e a menopausa. Menstruar é algo que faz parte do cotidiano feminino e por vezes não nos damos conta de que o acesso à higiene durante o período menstrual não é a realidade de todas as meninas e mulheres, em nosso país.


Segundo o estudo “ Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos”, aproximadamente 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seus respectivos domicílios e mais de 4 milhões de meninas não têm acesso aos itens de cuidado menstrual em suas escolas. Quando falamos em pobreza menstrual, logo nos remete a dificuldade de acesso a produtos de higiene, tendo em vista o custo, que pode ser um fator de complicação em uma casa com muitas mulheres, contudo a falta de saneamento básico reflete um dos grandes obstáculos para a higiene menstrual.


Uma pesquisa feita pela BRK Ambiental, revela que mais de 25% das mulheres moram em residências sem escoamento de esgoto adequado, o que pode ser traduzido em um milhão e meio de brasileiras que vivem em residências sem banheiro.

O direito ao saneamento básico e à água potável, como também a igualdade de gênero e à saúde, são direitos humanos, estabelecidos pela Agenda 2030 da ONU. Assim, o acesso aos produtos de higiene menstrual, o acesso a água, ao saneamento básico, são direitos garantidos, os quais não se aplicam na realidade dessas mulheres.


Quando se pensa nas consequências dessa carência, fica claro o grande impacto na auto estima, na socialização, nas relações com seus familiares e pares, e no meio social que a pobreza menstrual pode acarretar. Nesse sentido, no contexto escolar, a dificuldade de acessar serviços e a pobreza menstrual podem ser fatores de estigma e discriminação, levando, em muitos casos, a evasão escolar. Por isso, é essencial que tenham acesso a informações corretas sobre o tema, além de condições dignas de higiene, e que a discussão a respeito desse tema, tão importante e pouco noticiado, seja feita abertamente na sociedade e nas mídias, com o intuito de impulsionar a luta por essas meninas e mulheres.


Referências:

http://www.tratabrasil.org.br/images/estudos/itb/pesquisa-mulher/relatorio.pdf

https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/no-brasil-milhoes-de-meninas-carecem-de-infraestrutura-e-itens-basicos-para-cuidados-menstruais


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